Editorial: nossa opinião sobre a ala da ‘família em conserva’, do Carnaval de 2026

Goste-se ou não do Carnaval, é inescapável que essa festa representa uma das maiores vitrines da cultura brasileira para o mundo. Os sambas-enredo muitas vezes propõem temas caros à nossa sociedade: desigualdade, liberdade, memória.
No último domingo, a Acadêmicos de Niterói colocou na avenida uma ala com dançarinos vestidos de latas de ervilha; mais precisamente, eram ‘famílias em conserva’ — em referência aos lares de configuração ‘tradicional’.
Não é razoável que a família se torne quase um ‘xingamento’ ou um modelo excludente. Inclusive, de acordo com a Pesquisa Quaest de 2025, 96% dos brasileiros concordam com a frase: “Família é a coisa mais importante da vida”.
Já faz muitos anos que a palavra ‘família’ tornou-se objeto de disputa como jargão político no Brasil. Nós, de Family Talks, trabalhamos para que o fortalecimento das famílias — levando em conta as peculiaridades de cada lar — torne-se uma prioridade no debate público. Precisamos amadurecer o debate, reconhecendo a família como aquilo que nos une, e não como algo que nos divide. Afinal, todos sairão beneficiados se cada família brasileira tiver mais recursos e autonomia para exercer o cuidado.
Por isso, sobretudo em um ano eleitoral, o que precisamos não são piadas sobre o que é a família, mas soluções reais para os problemas que todos nós enfrentamos.
O amor de família une e acolhe. Isso é que dá samba!
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