Family Talks

Pesquisa de Family Talks sobre solidão no Brasil é destaque em reportagem de O Globo

Pesquisa de Family Talks sobre solidão no Brasil é destaque em reportagem de O Globo

O jornal O Globo publicou, na edição de 15 de março de 2026, uma reportagem sobre o crescimento da solidão no Brasil, com base em uma pesquisa inédita realizada por Family Talks em parceria com a consultoria Market Analysis. O levantamento, conduzido em janeiro com 1.011 entrevistados, revela um dado expressivo: quatro em cada dez brasileiros afirmam sentir-se solitários, sendo que o problema atinge de forma desproporcional mulheres, jovens e pessoas de baixa renda. A reportagem de Júlia Cople e Júlia Fernandes explora como esse sentimento não deve ser entendido apenas como uma experiência individual, mas como um fenômeno social mais amplo, influenciado pela fragilização de redes de apoio, pela mudança nos vínculos familiares e pela crescente digitalização das relações humanas.

Para interpretar os dados da pesquisa, a reportagem ouviu especialistas e pesquisadores que analisam o impacto dessas transformações na vida cotidiana. O diretor da Market Analysis, Fabián Echegaray, destacou que o estudo aponta uma tendência de aumento do isolamento social no país: para cerca de 15,3% dos entrevistados, a sensação de solidão piorou no último ano. Segundo ele, os dados também desafiam certos estereótipos comuns no debate público. Em vez de se concentrar apenas entre idosos, como muitas vezes se supõe, a solidão aparece de forma particularmente forte entre pessoas mais jovens.

Nosso diretor-executivo, Rodolfo Canônico, também foi ouvido pelas repórteres para comentar os resultados da pesquisa. Segundo ele, a pandemia interrompeu uma etapa importante de socialização para muitos jovens e acelerou um processo de virtualização das relações que já vinha ocorrendo nas últimas décadas. Embora as redes sociais possam ajudar a iniciar ou manter contatos, Canônico observa que elas não substituem o encontro presencial e a convivência cotidiana, essenciais para a construção de vínculos duradouros.

A reportagem também ouviu pessoas que vivenciam essa realidade no cotidiano. Um dos relatos é o da estudante de cinema Ana Clara Oliveira, que descreve como experiências de deslocamento social, combinadas ao impacto das redes sociais e da pandemia, contribuíram para um sentimento persistente de desconexão. Outro caso apresentado é o do eletricista aposentado Ridelson Xavier, de 77 anos, que enfrentou um período profundo de solidão após sucessivas perdas familiares — os dois filhos e a esposa. A situação começou a mudar quando uma assistente social o encaminhou a uma casa de convivência, onde passou a participar de atividades coletivas. Desde então, o entrevistado relata ter recuperado parte da autoestima e reconstruído sua rede de convivência.

Como conclusão, o texto propõe que o enfrentamento da solidão exige uma abordagem ampla, envolvendo políticas públicas de convivência social, fortalecimento de comunidades locais, criação de espaços urbanos mais acolhedores e apoio a iniciativas que incentivem a interação fora das telas — temas centrais nas pesquisas e no trabalho público da Family Talks.

Leia aqui a reportagem completa

Gostou? Compartilhe

Últimas notícias